Segurança escolar é debatida na Câmara de João Pessoa

Eliza Virgínia (PSDB) sugeriu a criação de uma Frente Parlamentar em Defesa da Criança e do Adolescente para acompanhar de perto a educação da Capital

Texto de Clarisse Oliveira - Fotos de Olenildo Nascimento - 14/03/2019

Dois eventos recentes levantaram o debate sobre a importância da segurança dentro das escolas na Câmara Municipal de João Pessoa (CMJP), na manhã desta quinta-feira (14). A investigação sobre possível abuso sexual em escola privada da Capital e a chacina que resultou em 10 mortes em escola de Suzano, localizada em São Paulo, assustaram os vereadores.

Segundo a vereadora Eliza Virgínia (PSDB), o que aconteceu em São Paulo desperta ainda mais a necessidade de instauração de uma Frente Parlamentar em Defesa da Criança e do Adolescente na Casa. “Temos que tomar pé da situação. Um caso parecido com esse já aconteceu na Capital, quando um jovem entrou armado na Escola Violeta Formiga. Estamos todos de luto, vimos a falência dos costumes e valores”, desabafou.

A parlamentar ainda destacou a importância do monitoramento por câmeras obrigatório, não só nas escolas públicas, mas também nas privadas. “É um investimento necessário para desvendar casos como o que aconteceu no colégio Geo. Se a escola tivesse câmeras, seria mais fácil esclarecer os fatos, porque até agora está tudo muito nebuloso”, frisa Eliza Virgínia.

O vereador Thiago Lucena (PMN) questionou os propósitos de escolas privadas na Capital. “A escola parou de ser uma instituição que visa à educação para buscar o lucro, o propósito deixou de ser formar novos cidadãos. Temos que fazer essa reflexão, pois vários colégios hoje vislumbram apenas o lucro”, suscitou.

Para Lucas de Brito (PV), é preciso reforçar a segurança, tanto nas escolas públicas, quanto nas privadas. O parlamentar ainda sugeriu a segmentação do uso de banheiros por faixa etária e o investimento na capacitação continuada dos inspetores escolares, que lidam diretamente com os alunos.

O vereador João Almeida (SD) se preocupou com a exposição pública dos alunos e como isso pode afetar psicologicamente as crianças. “Temos que refletir sobre como é perigoso mexer com o psicológico das crianças e dos adolescentes. Foram divulgadas fotos das crianças envolvidas no caso, como se fosse matéria do momento, e isso é um assunto que precisa ser tratado de forma sigilosa e pela Justiça. Segurança pública se faz com prevenção e amor”, afirmou o vereador que também é policial federal.

Em pronunciamento, o vereador Milanez Neto (PTB) destacou a importância da participação dos pais na educação dos filhos. “Os pais não precisam somente matricular os filhos na escola mais cara, é preciso acompanhar a vida deles”, afirmou. Ele ainda destacou que quer participar da Frente Parlamentar proposta pela vereadora Eliza Virgínia. “Quero visitar as escolas, saber se o ocorrido foi só em uma escola da Capital, lutar enquanto é tempo para evitar que aconteça aqui o que aconteceu em Suzano”, prontificou-se.

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